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Modelo bipresidencial e internacionalização para a PT

Na sua primeira aparição pública como chairman da Portugal Telecom, Ernâni Lopes defendeu o modelo bipresidencial adoptado recentemente pela PT. Para o ex-ministro das finanças, a empresa deverá assumir a sua vocação sub global e, no âmago da sua estratégia, deverá estar a internacionalização

Modelo Bipresidencial© APDC

»» Ernâni Lopes, chairman do grupo Portugal Telecom ,num jantar da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações (APDC), no passado dia 13 de Maio, discursou sobre “O Grupo PT e a economia portuguesa”. Ernâni Lopes debruçou-se sobre a relevância do Grupo PT na economia nacional e as características e os resultados do funcionamento do modelo bipresidencial de governança adoptado recentemente pelo Grupo PT.

“O Grupo PT é, presentemente, um pequeno grupo na economia mundial e o de maior dimensão na economia portuguesa”, disse, pelo que a empresa deve assumir a sua vocação sub global, e que no âmago da vida do Grupo deverá estar a internacionalização. Neste âmbito, o Grupo PT deverá reforçar a sua óptica de internacionalização, podendo constituir-se como pólo de agregação para a externalização da economia portuguesa nos territórios onde o Grupo estiver implantado.

Refira-se que o Grupo PT tem já uma forte implantação internacional, estando presente com maior ou menor incidência em todos os países de expressão portuguesa. A PT é um Grupo “estrategicamente interessante”, que não pode, todavia, ser encarado como global. Salientou ainda que, dentro do vector europeu, a PT tem vindo a assumir-se como agente de modernização do tecido socio-económico nacional, contribuindo assim para o alinhamento com os níveis de desenvolvimento atingidos na União Europeia.

Modelo bipresidencial é o que reúne mais vantagens

Em paralelo com a internacionalização, outro dos mais relevantes aspectos da estratégia do Grupo para o futuro é a transição do sistema unidimensional para multidimensional. O modelo bipresidencial – Chairman e CEO –, de origem anglo-saxónica tem, segundo Ernâni Lopes, vantagens conceptuais, metodológicas e práticas, assentando num duplo mecanismo de separação de poderes e funções e na adopção de um “sistema implícito e permanente de checks & balances ”. Ficou claro que, para Ernâni Lopes, a concentração de poderes é perigosa e que o modelo bipresidencial poderá ser a solução para evitar esse risco.

De acordo com o chairman, serão as próprias empresas e accionistas que no futuro irão exigir a implementação deste modelo de governação, que está a ganhar cada vez mais difusão à escala mundial. “Não é possível, com bons resultados, manter um modelo de tipo tradicional, com a concentração do poder, das funções e das responsabilidades. A figura do ‘patrão' que comanda a empresa sozinho não constitui um bom critério para a selecção dos investimentos por parte do mercado de capitais,” esclarece.

Em forma de conclusão, Ernâni Lopes, que já desempenhou funções como Ministro das Finanças no IX Governo Constitucional, rematou, relembrando que no Grupo PT existe uma “visão estratégica para o futuro, com base numa posição sólida no presente, capaz de assegurar níveis elevados de segurança e rentabilidade para os accionistas e níveis elevados de satisfação para os clientes.”

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